Correr o troço do autocarro 728

30 Jul
Texto de Helder Mestre
Editado pelo Lisboa (In)Acessível

Imagem5

O projecto “Corredor do bus”(http://www.corredordobus.com/), conduzido pelo João Campos, tem vindo a realizar diversas corridas nos troços efectuados pelos autocarros da Carris.

No passado dia 19 de Julho foi realizado o 15º percurso destas originais corridas, num dos troços mais extensos da Carris (mais de 22 Kms!), o do autocarro 728, compreendido entre o Restelo (Av. das Descobertas) e a Portela de Sacavém (Av. dos Descobrimentos).

Esta carreira atravessa toda a frente ribeirinha de Lisboa, que se estende desde a zona ocidental, que cruza o centro da capital e termina em plena zona oriental. 

Como um dos objectivos deste projecto é fazer alusão a problemas relacionados com a acessibilidade nas cidades, relativamente ao estacionamento, degradação da via, má sinalização, entre outros, o condutor do projecto convidou a participar um atleta com mobilidade reduzida, o Hélder Mestre, que faria o percurso sentado na sua cadeira de rodas propulsionada por uma handbike, e no final trocariam impressões acerca da experiência da corrida relativamente às acessibilidade nas vias pedonais do percurso.

Assim, o grupo Lisboa (In)Acessível convidou o Hélder Mestre a relatar a sua experiência após esta prova tão exigente.

Testemunho do Hélder Mestre

unnamed (3)«A primeira paragem do autocarro 728 no Restelo foi o ponto de partida estabelecido para a corrida, que foi precedida de um briefing, onde foi explicado o conceito e as regras básicas para a circulação em grupo, num aglomerado populacional tão concentrado como o de Lisboa.

Após o sinal de partida, o grupo composto por uma percentagem muito equilibrada de elementos masculinos e femininos, deslizou suavemente até Belém, zona turística por excelência.

De referir que embora o grupo privilegiasse a circulação no passeio, a presença da cadeira de rodas rapidamente obrigou à flexibilização deste conceito.

Desde o início da corrida que foram notórias as dificuldades sentidas para aceder aos passeios, devido por um lado à ausência de acessos nivelados, e por outro devido às irregularidade típica do pavimento em calçada portuguesa; ao mobiliário urbano estar a impedir a passagem (candeeiros e paragens de autocarros, por exemplo); aos estreitamentos inusitados das vias; e aos famosos buracos, fruto da degradação do pavimento e da inexistente manutenção – características  que já são bastante conhecidas da população que se desloca habitualmente em cadeira de rodas.

Ignorando o apelo da famosa pastelaria que produz os tão conhecidos pastéis de Belém, o grupo dirigiu-se para a Av.ª da Índia. O largo passeio era convidativo e circular na via era de todo desaconselhado. Aproximava-se o primeiro abastecimento, aos 5 kms. Escassos momentos bastaram para uma rápida hidratação e troca de comentários sobre o trajeto efetuado até ali. Era importante não arrefecer e não perder o ritmo porque a Portela ainda estava muito longe.

O grupo dirigiu-se rapidamente para o coração da cidade. A cadência era apenas interrompida quando a ausência de rampa obrigava a uma paragem forçada e à mobilização de um ou mais elementos para ajudar a vencer o obstáculo. A passagem na zona da baixa, entre o Cais do Sodré e o Campo das Cebolas, foi mais fluída do que se receava. O forte impacto turístico tem feito com que as condições de acessibilidade tenham melhorado, apesar de se tratar de uma zona antiga. Reflexo disso foi a possibilidade de circular no passeio, a bom ritmo, em ruas como a do Arsenal.

A reentrada na zona ribeirinha fez-se com a segunda paragem para abastecimento. Estávamos a atingir a primeira metade do percurso. O ânimo era elevado!

O recurso ao borrifador, para refrescar, foi escasso. A temperatura ambiente era muito agradável e uma brisa suave ajudava.

As condições de circulação iam melhorar significativamente. Íamos entrar na zona oriental que foi influenciada pela intervenção que se fez naquele que é agora o Parque das Nações. Vias largas, bom piso e uma via pedonal faziam o regalo do grupo.

Não esquecer, no entanto, que estávamos sujeitos aos condicionalismos do percurso da carreira 728. Assim, uns quilómetros à frente, fomos convidados a abandonar a acolhedora via pedonal e entrar numa zona antiga e onde se erguem os resquícios de antigas fábricas e grandes armazéns. A maior parte está degradada e outras foram convertidas em restaurantes. Estávamos em Marvila, na sugestiva rua do Açúcar. Devido ao escasso trânsito existente nessa zona, parte do grupo aproveitou para circular na estrada. Chegaríamos rapidamente à Praça David Leandro da Silva (Largo do Poço do Bispo), onde se situa o velhinho Clube Oriental de Lisboa, mesmo de frente para a bela frontaria dos degradados armazéns Abel Pereira da Fonseca, que serviram de palco para cenas do filme “Comboio Noturno para Lisboa”, com o famoso Jeremy Irons.

Com o regresso, uma vez mais, à zona ribeirinha, atingiam-se os 15 kms de percurso e o terceiro abastecimento. Bolachas, gel energético e líquido, garantiam uma correta reposição de nutrientes e a certeza de que o fim se aproximava de forma segura.

Imagem6A entrada no Parque das Nações trouxe de novo a calçada. Esta, ainda recente e não devidamente polida, provocava um muito desagradável estremecer da cadeira e do corpo já amassado e fatigado. Foi com agrado que ultrapassámos esta zona e chegámos a Moscavide. A paragem aos 20 kms, no quarto e último abastecimento, serviu para começar a gozar o prazer de estar a terminar tamanho desafio. Dali para a Portela, o término da carreira, foi um saltinho.

Terminámos juntos, em bloco, tal como deve ser num verdadeiro grupo. No final todos estavam felizes e animados para futuros projetos. Quando é o próximo? Perguntavam alguns. Dados finais: Distância: 22 400 metros. Duração: 2h40.

Foi uma experiência enriquecedora, não só pela superação do desafio mas também pela entreajuda que sempre houve entre o grupo e pela forma natural (inclusiva) como acolheram o elemento “diferente”.

Circular preferencialmente nas vias para peões, onde o passeio em calçada portuguesa representa a esmagadora maioria da oferta, é desgastante para o físico. O estremecer constante do corpo, resultante do piso irregular, provoca uma sensação de mal-estar e cansaço prematuros. Os troços em que era possível circular em pisos regulares como a via pedonal ou mesmo a estrada eram acolhidos com muito agrado.

Uma experiência a repetir».

Uma outra atleta, a Alexandra Palma, concedeu-nos também o seu testemunho desta prova:

«Um poste de eletricidade a meio de um passeio. Passamos diariamente por isto e nem nos damos conta das consequências. Neste percurso do Corredor do BUS, acabámos todos por viver cerca de 22km pelas ruas de Lisboa o que uma pessoa de cadeira de rodas tem de passar para se poder deslocar onde quer que seja. Aos nossos olhos diariamente convivemos com esta (triste) realidade… A cadeira não passa nem de um lado nem do outro… Foi talvez o que mais me chamou a atenção durante o treino. O Hélder, por exemplo na Av.ª da Índia, onde está a decorrer uma obra de rua, e foi deixado apenas meia dúzia de centímetros para os peões, teve de fazer o percurso pela estrada de frente para os carros. Infelizmente, a sociedade mal se apercebe destes “detalhes”. Este percurso foi muito compensador pois serviu para pensar duas vezes, por exemplo quando estacionamos o carro em cima do passeio só para o termos mais próximo de casa ou mais perto da entrada do supermercado… Para mim, a título pessoal, estes 22km fizeram-me começar a ter uma visão mais alargada deste problema».

Boas Práticas de Turismo Acessível

23 Jul

Uma das dinamizadores deste blogue, a Madalena Brandão, que tem mobilidade reduzida e está sentada na sua cadeira de rodas) e o Renato Farinha da Associação Salvador, que aparece ao seu lado. Os dois estão a posar felizes  para a foto, vestidos com os fatos especiais para realizar salto tandem (saltar de uma avioneta a muitos metros de altitude).

«A acessibilidade é um elemento central de qualquer política de turismo responsável e sustentável. Constitui simultaneamente um imperativo dos direitos humanos e uma oportunidade de negócio excepcional. Acima de tudo, temos que começar a compreender que o turismo acessível não beneficia apenas as pessoas com deficiência ou com necessidades especiais, beneficia-nos a todos». 

Taleb Rifai, Secretário-Geral da Organização Mundial de Turismo (OMT)

 

No passado dia 10 de Julho, as três dinamizadoras do Lisboa (In)Acessível  marcaram presença na reunião informal sobre Turismo Acessível e Inclusivo em Portugal (TAIP), realizada na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa (Estrela), entre as 14h30 – 18h30.

Esta iniciativa surgiu a partir de um encontro informal de vários players deste sector, ocorrido na BTL – Feira Internacional de Turismo´2014, e teve a colaboração técnica do Turismo de Portugal.

A reunião foi idealizada com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento e expansão deste sector em Portugal, dando a conhecer a existência de diferentes pessoas e entidades públicas e privadas a actuar neste mercado em franca expansão, e pretendendo a construção de pontes e parcerias entre as mesmas.

Estiveram reunidas mais de 60 pessoas,  a título pessoal ou em representação de uma entidade, de entre mais de 40, de variadas áreas de actuação e zonas do país –  Agenciamento; Animação Turística; Transportes; Alojamento; Restauração e bebidas; Formação Profissional; Educação; Planeamento Territorial; Autarquias; Consultoria; Associações; Reabilitação; AVD’s; Produtos de Apoio; de Lisboa, Porto, Santa Maria da Feira, Batalha, Algarve e Funchal.

Os presentes foram convidados a apresentar a sua entidade e/ou o seu papel enquanto actores do Turismo Acessível e Inclusivo, e alguns destes aproveitaram a ocasião para o estabelecimento de co-parcerias no sentido de se potenciarem a nível nacional e europeu.

Através deste frutuoso colóquio informal pudemos aperceber-nos da quantidade e diversidade de entidades existentes nesta área, e do óptimo trabalho que tem vindo a ser feito no sentido de melhorar as condições para o usufruto das actividades e espaços turísticos por parte de pessoas com necessidades específicas, antevendo assim uma óptima rampa de lançamento para um futuro breve.

Das entidades que se deram a conhecer destacamos as seguintes pela sua diferenciação, inovação e utilidade: 

  • Cultur´friends: Serviço de rent a car especializado no transporte de pessoas com mobilidade reduzida; inclui também os serviços de aluguer de cadeiras de rodas e scooters eléctricas, acompanhantes especializados, e, a organização de viagens e eventos que promovam o direito ao lazer e à cultura deste público-alvo.  
    • Site: http://tinyurl.com/p52eduh
    • Facebook: http://tinyurl.com/kqehhhr
  • Waterlily: Empresa de animação turística que promove actividades de lazer e disponibiliza acompanhamento especializado para populações com necessidades especiais, na área do Grande Porto.
  • Cerveira Park – Glamour Nature Village: Espaço de Hotelaria caraterizado pela sustentabilidade e óptimas condições de acessibilidade, em Vila Nova da Cerveira (Minho).
  • Município de Santa Maria da Feira: Oferece uma vasta gama de serviços turísticos acessíveis de qualidade.
    • Site: http://tinyurl.com/ntbc7vp
    • Facebook: http://tinyurl.com/pgsw7ka
  • CampintegraAssociação sem fins lucrativos que tem como objectivo a integração sócio-profissional de pessoas com experiência de doença mental e/ou em desvantagem psicossocial, visando o desenvolvimento sustentado (Económico, Social e Ambiental) de actividades de gestão em hotelaria e eco-turismo.
  • Fundação Inatel: Fundada em 1935 é hoje tutelada pelo Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, afirmando-se como uma instituição prestadora de serviços sociais.Desenvolve actividade nas áreas do turismo social e sénior, do termalismo, da organização dos tempos livres, da cultura e do desporto populares, com profundas preocupações de humanismo e de qualidade.

Após este encontro realizámos uma pesquisa online onde verificámos a real existência de progressos significativos nos últimos anos nesta área do turismo acessível materializados por um conjunto de boas práticas que em seguida explicitamos: 

  • Conferência “Mind the Accessibility Gap” da Comissão Europeia sobre Turismo Acessível na Europa: principais conclusões (Junho 2014): http ://tinyurl.com/lhth2qq

Gulbenkian & Oceanário

16 Jul

Quer saber quais são as condições de acessibilidade que pode encontrar  na Fundação Calouste Gulbenkian e no Oceanário de Lisboa?

Então, este POST foi feito a pensar em si!

No passado dia 5 de Julho pudemos verificar estas condições, com grupo de estudantes de Gestão do Lazer e Animação Turística, da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril e, as informações que em seguida veiculamos foram inteiramente retiradas do seu relatório curricular “Turismo sobre Rodas – Um estudo”, elaborado no âmbito da cadeira  “Planeamento e Gestão em Actividades para Populações Especiais (PGAPE)”, que nos foi gentilmente cedido, e que se encontra disponível na íntegra para consulta e download na nossa secção “Documentos TOP +” [Ler Nota I no final deste POST].

Acessibilidades da Gulbenkian

Vista do exterior da Fundação Calouste Gulbenkian. Num primeiro plano a estátua do fundador e do símbolo da fundação (uma águia), e por detrás visiona-se parte do edifício sede rodeado por árvores dos jardins.

 1. ACESSO E ESPAÇO EXTERIOR

a) Estacionamento

Existe estacionamento prioritário, e este satisfaz as normas de acessibilidade em quantidade e qualidade.

b) Sinalização

A sinalização utiliza caracteres e simbologia adequados, cores e contrastes adequados e material da superfície sinalética adequado. No entanto, poderia ser mais abundante e incluir direcções para as instalações sanitárias mais próximas, bem como indicação de se estas são ou não acessíveis.

c) Passeios e caminhos de peões

O percurso desde a estação de metro mais próxima é longo e não é ideal para pessoas com mobilidade reduzida. O espaço exterior dentro do recinto da Fundação tem piso irregular e não inclui um percurso acessível por toda a sua área; no entanto, já existe um percurso acessível por parte dos jardins, e este satisfaz as normas de acessibilidade.

2. CIRCULAÇÃO INTERIOR

a) Piso

Uma parte significativa do piso no edifício central é alcatifado, o que dificulta ligeiramente a deslocação em cadeira de rodas e é um potencial alergénico.

b) Portas

As portas utilizadas na circulação pelos espaços para fins de lazer cumprem as normas de acessibilidade quanto às dimensões e visibilidade. No entanto, algumas das portas de utilização mais crucial não são manuseáveis por populações de mobilidade reduzida sem intervenção externa por serem demasiado pesadas.

c) Balcão de Atendimento

São rebaixados e satisfazem as normas de acessibilidade.

d) Instalações Sanitárias

Cumprem alguns dos requisitos mínimos, nomeadamente arquitectónicos, mas nem todas têm o cordão de alarme funcional e a sua localização não está sinalizada em várias partes do edifício. Não é possível o acesso directo e autónomo às instalações sanitárias dentro do edifício central (i.e. este acesso tem que ser feito com o apoio e indicações dos prestáveis seguranças de serviço).

SÍNTESE

↑ Pontos Fortes

As instalações estão preparadas para receber populações com mobilidade reduzida, com dificuldades visuais e dificuldades auditivas. Os recursos humanos da Fundação estão preparados para dar resposta a solicitações de assistência e antevêem situações adversas, possibilitando a superação de obstáculos arquitectónicos.

↑ Aspectos a Melhorar em Prol da Acessibilidade

Impasse burocrático requer criatividade e sensibilidade na implementação de acessibilidades físicas. O acesso pedonal desde a estação de metro acessível mais próxima (S. Sebastião) até ao recinto pode ser melhorado, nomeadamente através da possibilidade de entrada no recinto e circulação em percurso acessível no mesmo por uma ou mais entradas secundárias. O piso no espaço exterior da fundação é irregular, podendo este aspecto ser melhorado através da criação de um percurso acessível em piso regular.

 

Acessibilidades do Oceanário

Vista exterior do edifício do Oceanário de Lisboa.

1. ACESSO E ESPAÇO EXTERIOR

a) Estacionamento

Não existe estacionamento próprio do Oceanário, sendo que o estacionamento que serve as instalações encontra-se a uma distância significativa da entrada principal do espaço. O Oceanário preenche esta lacuna ao facilitar a permissão de paragem de veículos de grupos com mobilidade reduzida perto da bilheteira.

b) Sinalização

A sinalização utiliza carateres e simbologia adequados, cores e contrastes adequados e material da superfície sinalética adequado, sendo exemplar sobretudo no espaço da exposição permanente.

c) Passeios e caminhos de peões

O metro, com saída na estação de metro do Oriente, e algumas carreiras da carris, nomeadamente o 744 são os transportes públicos acessíveis que servem o Oceanário de Lisboa. O percurso desde estes transportes até ao Oceanário é longo e não é o ideal para pessoas com mobilidade reduzida, visto que o piso é irregular.

2. CIRCULAÇÃO INTERIOR

a) Piso

Uma parte significativa do piso no espaço da exposição permanente é alcatifado, o que dificulta ligeiramente a deslocação em cadeira de rodas e representa um potencial alergénico.

b) Portas

As portas utilizadas na circulação pelos espaços para fins de lazer cumprem as normas de acessibilidade quanto às dimensões. No entanto, algumas das portas de utilização mais crucial (nomeadamente de acesso a instalações sanitárias) não são manuseáveis por populações de mobilidade reduzida e implicam a necessidade de intervenção de terceiros.

c) Balcão de Atendimento

O balcão da bilheteira não é rebaixado, mas existe a possibilidade de recorrer ao balcão de atendimento ao visitante, adjacente à bilheteira.

d) Instalações Sanitárias

Cumprem a maior parte dos requisitos de acessibilidade, no entanto, o  acesso autónomo às instalações sanitárias dentro do edifício central é dificultado pelo por as portas serem um pouco pesadas. As casas de banho acessíveis no espaço da exposição permanente não têm cordão de alarme e as barras de apoio não estão totalmente funcionais.

SÍNTESE

↑ Pontos Fortes

As instalações estão preparadas para receber populações com mobilidade reduzida, com  dificuldades visuais e dificuldades auditivas, e a sua circulação autónoma por todo o espaço de exposição permanente está assegurada.

↑ Aspectos a Melhorar em Prol da Acessibilidade

Será necessário efectuar com a maior brevidade possível a colocação de cordões de emergência, e uma correcta recolocação das barras de apoio,  nas casas de banho acessíveis no espaço da exposição permanente, com vista à garantir de segurança dos utentes.

O Oceanário de Lisboa poderia disponibilizar um mapa de relevo apropriado para que as populações com dificuldades visuais pudessem entender a disposição do espaço do Oceanário.

RESULTADO DAS AVALIAÇÕES 

Em resultado da análise realizada aos dois espaços, o grupo de trabalho considera a Fundação Calouste Gulbenkian e o Oceanário de Lisboa acessíveis, na medida em que permitem uma utilização autónoma do seu espaço por parte dos visitantes, numa perspectiva de lazer.

NOTA I:

Também pode fazer directamente download destes documentos através dos seguintes links:

 

 

 

As acessibilidades do Complexo Desportivo do Casal Vistoso

9 Jul

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A acessibilidade dos espaços para usufruto pleno das pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida é uma prioridade! No entanto, muitas das estruturas desportivas disponíveis ao público, tais como as piscinas, não têm este factor em consideração.

O Complexo Desportivo do Casal Vistoso, sito na rua João da Silva, em Lisboa, é um empreendimento de grandes dimensões, composto por 3 equipamentos desportivos sediados em diferentes blocos que partilham serviços comuns. O pavilhão polidesportivo foi o primeiro equipamento a ser construído, e posteriormente o espaço foi ampliado com uma piscina de 25m, um ginásio e áreas comuns, que incluem entre outras, a recepção, a zona administrativa e a zona de restauração.

Dois dos membros do Lisboa (In)Acessível, as irmãs Carina e Madalena B., frequentam há seis anos estas piscinas, e vêm testemunhando as seguintes condições e lacunas deste espaço ao nível das acessibilidades:

1. Percursos Exteriores

  • Os percursos pedonais disponíveis para chegar até ao complexo desportivo são deficitários devido à má qualidade apresentada pelo piso, que tem inúmeros ressaltos e buracos, e, uma inclinação excessiva em determinados pontos, inclusive na passagem de peões, comprometendo assim o acesso a pessoas com deficiência motora e/ou mobilidade condicionada.

2. Estacionamento

  • Existe um lugar de estacionamento reservado a veículos de pessoas com deficiência e/ou mobilidade condicionada. Contudo o lugar está mal sinalizado, é distante da entrada principal e encontra-se muitas vezes indevidamente ocupado;
  • Existe também um lugar reservado no parque de estacionamento, mas o acesso para o pavilhão polidesportivo é feito por uma escada interior, constituindo-se assim como um percurso inacessível para pessoas com deficiência motora e/ou mobilidade condicionada.

3. Entrada

  • A entrada principal é totalmente acessível a pessoas com deficiência e/ou mobilidade condicionada, uma vez que apresenta uma porta bastante larga e o piso está devidamente nivelado.

4. Percurso Interior

  • No edifício do pavilhão polidesportivo, o acesso às bancadas para o público, bem como a dois dos ginásios sob as mesmas é feito unicamente por escadas interiores, não existindo qualquer acesso complementar para pessoas com deficiência motora e/ou mobilidade condicionada. O acesso às bancadas das piscinas está condicionado por este mesmo problema;
  • O acesso ao piso das piscinas é efectuado através de rampas que complementam as escadas. No entanto estas escadas e as rampas não têm faixas antiderrapantes e de sinalização visual;
  • No piso térreo existe uma grande área que inclui balneários completos para atletas e equipas de arbitragem, e um posto médico, que todavia não estão devidamente preparados para receber pessoas com deficiência motora e/ou mobilidade condicionada.

 5. Bens e Serviços

  • Os balneários são amplos e têm duas casas de banho adaptadas para pessoas com deficiência motora e/ou mobilidade condicionada (i.e. uma exclusivamente para homens e outra para mulheres);
  • O acesso ao interior da piscina do pavilhão pode ser feito por uma cadeira elevatória, que habitualmente facilita a entrada e saída a utilizadores com deficiência e/ou mobilidade condicionada, no entanto, a ajuda técnica alternativa geralmente mais favorável a este população heterogénea, e que esta piscina não possui, é uma rampa com barras de apoio laterais;
  • O acesso ao bar/restaurante e estruturas administrativas é acessível a pessoas com deficiência e/ou mobilidade condicionada.

 

 

 

Turismo Sobre Rodas

2 Jul

Quatro alunos universitários e as três raparigas do Lisboa Inacessível

Um grupo de cinco alunos finalistas do curso de Gestão do Lazer e Animação Turística, da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, decorrente de uma reunião com a Associação Salvador e por indicação desta, desafiou as três dinamizadoras do Lisboa (In)Acessível a acompanhá-los numa visita turística à Fundação Calouste Gulbenkian e ao Oceanário de Lisboa, no dia 5 de Junho de 2014.

A visita foi organizada por estes estudantes no âmbito de uma avaliação curricular da disciplina de Planeamento e Gestão em Atividades para Populações Especiais (PGAPE), e tinha como principal objectivo a concepção e avaliação de um percurso e programa turísticos acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida.

Para este efeito os universitários construíram uma grelha de observação e avaliação das condições de acessibilidade, que foi sendo preenchida ao longo da visita,  de acordo com critérios e categorias de acessibilidade baseados no Guia de Mobilidade e Acessibilidade para Todos, de 2007,especialmente concebido para facilitar uma melhor interpretação  do DL 163/2006 de 8 de Agosto (que regula as normas técnicas de acessibilidade física).

Um dos rapazes do grupo preenche a ficha de avaliação das acessibilidades

O grupo Lisboa (In)Acessível foi convidado a participar devido à sua experiência pessoal e de trabalho em matéria de acessibilidades, sendo mais uma voz crítica na hora da avaliação dos espaços turísticos.

O dia de visita começou pelas 10h00 com uma reunião no edifício Sede da Gulbenkian, liderada pela Dr.ª Maria João Botelho, Directora-Adjunta dos Serviços Centrais, que apresentou os progressivos esforços e acções desenvolvidas ao longo do tempo pela fundação ao serviço da melhoria das condições de acessibilidade, com destaque para as mais recentes alterações, nomeadamente:

√  Um percurso acessível, a pessoas com mobilidade reduzida, nos jardins;

√  Rampas de nível para aceder ao Grande Auditório;

√  Guias orientadoras para pessoas cegas ou com baixa visão, no piso, desde a porta principal até à recepção/bilheteira;

√  Novas wc´s adaptadas no interior do edifício principal;

√  O aumento do corpo de letra da sinalética.

Em seguida, o grupo foi conduzido para o edifício do Museu por uma guia especializada, com quem tiveram o privilégio de conhecer a exposição “Paisagem – Espaço Rural e Espaço Urbano”, sobre algumas peças de arte pertencentes ao espólio permanente do Museu Gulbenkian. O acesso ao museu é feito por duas rampas com uma inclinação muito elevada, o que no caso de pessoas que se desloquem em cadeira de rodas manuais só é possível ultrapassar com a ajuda de terceiros. Se forem utilizadores de cadeiras eléctricas conseguem subir e descer a rampa mas a descida pode provocar-lhes algum receio.

A Madalena do Lisboa Inacessível sobe uma das rampas inclinadas de acesso ao museu

Durante o trajecto entre o edifício sede e o edifício do Museu foi possível verificar um pormenor interessante e positivo de acessibilidade recentemente introduzido, e que havia passado despercebido a todo o grupo – uma campanha junto à rampa de acesso para os visitantes com mobilidade reduzida, com a finalidade de estes poderem pedir apoio para atravessar a rampa, aos funcionários da Gulbenkian. Apesar deste dispositivo estar sinalizado com uma imagem de uma campainha e da palavra “Assistência” em português e em inglês, o facto de ter passado despercebido a todo o grupo é um sinal de alerta para a forma como a sua sinalização está construída. A nosso ver esta campanha deveria ter maiores dimensões e os grafismos identificativos deviam ser constituídos por cores mais contrastantes entre si, para atingir a finalidade a que se propõe.

Sinalética indicativa de campainha para pedido de assistência por parte de pessoas com mobilidade reduzida

O grupo deslocou-se a pé desde a Gulbenkian até à estação de metro de S. Sebastião (onde é feita a intersecção entre as linhas azul e vermelha), e realizou tranquilamente, sem entraves à acessibilidade, o trajecto directo (sem mudança de linha) até à estação do Oriente (pertencente à linha vermelha); almoçou no C.C. Vasco da Gama (onde as condições básicas de acessibilidade estão garantidas), e perfez o breve percurso desde o centro comercial até ao Oceanário também a pé.

A Carina do Lisboa Inacessível  passa o bilhete de metro no acesso reservado a pesoas com mobilidade reduzida.

No oceanário a visita foi feita de forma independente, sem o recurso a um/a guia, por vontade e decisão conjunta do grupo, que dispensou uma visita guiada por já conhecer o espaço e as suas exposições.

No entanto, antes de começar a visita o grupo fez questão de pedir permissão para experimentar a funcionalidade do alarme de uma das wc´s adaptadas do espaço. O grupo pôde assim comprovar que o alarme estava a funcionar, que era facilmente accionável, e que o segurança respondeu imediatamente a esta solicitação deslocando-se ao local, verificando que estava tudo bem e desactivando o alarme.

A visita ao Oceanário decorreu com normalidade e entusiasmo, sem que o grupo e nomeadamente as duas raparigas com mobilidade reduzida tivessem que ter recorrido a qualquer ajuda de terceiros.

Os cinco universitários divertem-se no espaço exterior do oceanário a tirar uma foto num placar onde colocam a sua cara.

FIQUE ATENTO!

Num próximo post iremos abordar em maior detalhe as condições de acessibilidade encontradas durante esta visita, com base no relatório curricular desenvolvido pelos exemplares alunos universitários que a organizaram.

Até lá, fica desde já a saber que recomendamos este roteiro cultural lisboeta, pelas boas (embora ainda não perfeitas!) condições de acessibilidade que apresenta.

 

 

 

 

Os Bastidores da Culturgest

25 Jun

Edificio da CGD com cor branca. Mostra a entrada para a fundação culturgest. Tem uma fitas de cor azul e verde

A convite da Acesso Cultura, dois elementos do Lisboa (In)Acessível e um amigo, os três com mobilidade reduzida, participaram numa visita guiada aos bastidores da Fundação Caixa Geral de Depósitos –  Culturgest no dia 21 de Junho, pelas  15.45h. Esta visita esteve integrada na semana “Portas abertas” promovida pela Acesso Cultura entre os dias 16 e 22 de Junho de 2014.

A Fundação Culturgest, localizada no edifício Sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD), tem como atividade principal a realização de espetáculos e exposições. Paralelamente a esta atividade, desempenha um papel importante como local para o acolhimento de eventos como congressos nacionais e internacionais, colóquios, lançamentos de produtos, reuniões de vários tipos e com diversas finalidades, assembleias gerais de sociedades, enfim, eventos muito variados.

A visita ofereceu a oportunidade de conhecer o mundo mágico e desconhecido que está por detrás dos espetáculos e exposições, e a que o público normalmente não tem acesso, como as oficinas, os camarins e a caixa de palco; e a equipamentos sofisticados como o órgão de luzes, as varas, os dimmers (1) e as plataformas. 

 

Acessibilidade nos Bastidores

 

Nas OFICINAS, ou seja, no local onde é realizado todo o registo, organização e montagem de material a ser utilizado nas exposições e espetáculos. As condições de acessibilidade registadas nesta área foram as seguintes:

  • Acesso até as oficinas feito por uma rampa corretamente dimensionada.
  • Entrada principal para a oficina larga desprovida de obstáculos
  • Espaço interior desafogado
  • Portas interiores largas e funcionais

montagem de 4 fotos. 3 fotos mostras 3 salas da oficina onde contem varias pessoas a observar o material damontagem. 1 fotos mostra uma rampa comprida de acesso a oficina. o piso é preto

O GRANDE AUDITÓRIO, é uma sala de e tem uma lotação de 612 lugares. Está vocacionado para espectáculos de teatro, dança, música, ópera, cinema e congressos. As condições de acessibilidade aqui verificadas foram as seguintes:imagem da entrada para um auditorio. o piso tem aslcatifa vermelha e as paredes e portas são castanhas

  • A entrada na sala é feita por dois acessos composto por uma rampa alcatifada
  • Existem 6 lugares reservados a pessoas utilizadoras de cadeiras de rodas, localizados no corredor central da sala, com 3 lugares no lado direito do auditório e 3 lugares no lado esquerdo, devidamente identificados com o símbolo universal de acessibilidades. O acesso aos restantes corredores e lugares é efetuado por escadas.

montagem 2-2 fotos que mostram 2 pessoas, um homem e uma mulher, em cadeira de rodas nos lugares reservados no auditório. Os bancos são vermelhos e alcatifa tambem

O acesso ao palco é feito igualmente por escadas. Os visitantes com mobilidade reduzida conseguiram aceder ao palco através dos bastidores existentes por detrás do palco.

montagem 3- mostra 2 fotos do auditório e o palco. Este é maioritariamente de cor vermelha e castanho

  • O palco é constituído por uma plataforma elevatória que permite o acesso aos camarins.

imagem do palcom com os visitantes em cima. São homens, mulheres e jovens

As condições de acessibilidade encontradas nos CAMARINS foram as seguintes:

  • Existência de uma rampa na entrada principal, que é ampla.
  • Circulação fácil no espaço interior
  • Entrada para os camarins dos artistas com largura suficiente
  • O espaço interior dos camarins não é muito grande
  • Cada camarim possui um WC com duche, mas não é acessível
  • As bancadas para colocar o material, com um lava-mãos, são rebaixadas
  • Elevador que liga o átrio dos camarins ao palco

montagem de 2 fotos. 1 delas é entrada para a sala que dá acesso aos camarins e tem uma rampa em madeira. Mostra 1 rapariga e um homem em cadeira de rods a passarem pela rampa. a 2 foto mostra um camarim com uma bancada e contem um lava-mãos. Em cima deste em um espelho grande

 Esta visita contemplou um percurso acessível a pessoas em cadeiras de rodas mas…

…E se na visita estivessem presentes pessoas cegas ou surdas?

Esta questão foi colocada a uma das organizadoras da visita pertencente à Acesso Cultura, que respondeu que ao tomarem conhecimento da especificidade das pessoas em causa no ato da inscrição, tentariam arranjar um acompanhante para a pessoa cega caso esta viesse desacompanhada, e para a pessoa surda tentariam encontrar um tradutor de língua gestual.

 

PARABÉNS FUNDAÇÃO CULTURGEST PELA AGRADÁVEL E ACESSÍVEL VISITA!

(1) Dimmers são dispositivos utilizados para variar a intensidade de uma lâmpada, controlando a intensidade da luz produzida pala mesma.

Places4All: Porque existem espaços para todos.

18 Jun
Texto de Hugo Vilela (Fundador do Places4all)
Editado pelo Lisboa (In)Acessível

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Todas as localidades oferecem pontos de interesse e diferentes experiências de turismo e lazer, proporcionando simultaneamente condições aos seus residentes para que possam fazer a sua vida quotidiana.

No entanto, coloca-se a seguinte questão: será que as localidades garantem a mesma igualdade de oportunidades a todos os cidadãos, permitindo-lhes o usufruto de tudo o que oferecem?

Sendo certo que existe uma preocupação crescente em matéria de inclusão de todos os residentes e turistas, nomeadamente nas cidades, ainda há muito por fazer.

E quando se fala em Inclusão fala-se obrigatoriamente em Acessibilidade.

A maioria das pessoas têm condições de acessibilidade garantidas e por isso as atividades, serviços ou espaços são acessíveis no ponto de vista das mesmas. 

No entanto, existem pessoas com vários tipos de desafios de acessibilidade, como os relativos à mobilidade (como eu), visão, audição ou comunicação, que afetam o  seu grau de inclusão nessas experiências ou atividades.

Estas pessoas questionam-se frequentemente sobre o seguinte:

  • Quais são os espaços que apresentam as condições de acessibilidade mais adequados às minhas necessidades?
  • Onde se localizam? 
  • Que condições de acessibilidade oferecem?

Ou seja, existe falta de informação sobre os espaços mais acessíveis a todos, e embora as localidades e os seus espaços sejam atrativos, o grau de inclusão no seu usufruto varia de acordo com os desafios de acessibilidade apresentados por cada pessoa.

Foi com base neste problema crucial tão negligenciado pela sociedade, que afeta tantos cidadãos, e devido ao facto de eu próprio apresentar um desafio concreto de mobilidade o utilizar diário uma cadeira de rodas elétrica como forma de locomoção, que senti necessidade de encontrar uma solução eficaz, com elevado impacto social, e que ao mesmo tempo criasse emprego e fosse auto-sustentável. 

Esta solução materializou-se na criação do Places4All, um projeto de empreendedorismo social que tem como missão promover a garantia de igualdade de  oportunidades a todos os cidadãos no acesso aos espaços físicos.

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Na nossa visão, os espaços devem garantir o melhor grau de autonomia ao maior número de pessoas possível, especialmente às que apresentam qualquer um dos desafios de acessibilidade relativos à mobilidade, visão, audição ou comunicação, dispondo do maior número de condições de acessibilidade que permitam essa inclusão.

Como?

Porque sabemos que é possível existirem espaços para todos, o Places4All apresenta como fator diferenciador o facto de ser constituído por um Sistema de Avaliação, Classificação e Informação sobre as Condições de Acessibilidade em Espaços Físicos, que visa reconhecer, distinguir e divulgar informação dos espaços ou eventos com as melhores condições de acessibilidade e que garantem o maior grau de autonomia ao maior número de pessoas possível.

Para este efeito é realizada uma avaliação ao espaço, com a emissão imediata de um relatório com sugestões de melhoria, e a respetiva  classificação final, que corresponde ao grau de inclusão do espaço sujeito a apreciação. A todos os espaços reconhecidos e que cumprem com os critérios mínimos, será atribuído um dístico contendo a classificação resultante da avaliação, podendo ser disponibilizado no próprio local, em guias ou plataformas de turismo, no website Places4All, redes sociais, cartazes de eventos, entre outros. 

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Todo o processo de avaliação, classificação e informação é feito por equipas de consultores constituídas por pessoas com algum tipo de desafio de acessibilidade.

Este sistema inovador é direcionado para todos os espaços e eventos abertos ao público (i.e. espaços de alojamento, comércio, cultura e lazer, educação, restauração, saúde e prestação de serviços, e eventos associados a estes espaços) que queiram diferenciar-se na sua localidade pela implementação e uso de boas práticas de acessibilidade.

Até ao momento a Places4All já efetuou 2 avaliações; uma no Fórum de Empreendedorismo Social AMP 2020, organizado pela Área Metropolitana do Porto e pelo Instituto do Empreendedorismo Social, e a outra, no Teatro do Campo Alegre, estando já a iniciar o alargamento para as diferentes categorias na Cidade do Porto, e numa fase posterior a implementação em outras cidades, como por exemplo Lisboa.

Para obter informações mais detalhadas sobre o Places4All consulte o seu site: www.places4all.com

 

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