Desenho universal – Parte I

26 Fev

Mas afinal o que é o Desenho Universal e qual a sua importância nas nossas vidas?

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O Desenho Universal ou Desenho para Todos é aquele que visa o planeamento e construção de objectos, equipamentos e estruturas do meio físico que possam ser utilizados por todas as pessoas, sem recurso a projectos adaptados ou especializados.

O seu objectivo é simplificar a vida de todos, qualquer que seja a idade, estatura ou capacidade, tornando os produtos, estruturas, a comunicação/informação e o meio edificado utilizáveis pelo maior número de pessoas possível, a baixo custo ou sem custos extra.

Assim, todas as pessoas e não só as que têm necessidades especiais (mesmo que temporárias) podem integrar-se totalmente em sociedade, como cidadãos autónomos e activos.

Qualquer projecto concebido de acordo com o Desenho Universal deve obedecer a 7 princípios:

1.    

Utilização equitativa: poder ser utilizado por qualquer grupo de utilizadores.

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Exemplo: Portas com sensores que se abrem sem exigir força física dos utilizadores de alturas variadas.

2.    

Flexibilidade de utilização: englobar uma gama extensa de preferências e capacidades individuais.

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Exemplo: tesoura que pode ser utilizada por destros e canhotos.

3.    

Utilização simples e intuitiva: ser fácil de compreender, independentemente da experiência do utilizador, dos seus conhecimentos, aptidões linguísticas ou nível de concentração.

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Exemplo: simbologia de WC com acessibilidades.

4.    

Informação perceptível: fornecer eficazmente ao utilizador a informação necessária, quaisquer que sejam as condições ambientais/físicas existentes ou as capacidades sensoriais do utilizador, OU SEJA,  utilizar diferentes formas de comunicação, para além da escrita/verbal mais usual, tais como símbolos/pictogramas e letras em relevo, braille e leitura/sinalização auditiva.

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Exemplo: Peça de teatro com intérprete de linguagem gestual, áudio-descrição e folhetos alusivos à peça nos dois sistemas de escrita, o usual e o braille.

5.    

Tolerância ao erro: minimizar riscos e consequências negativas decorrentes de acções acidentais ou involuntária.

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Exemplo: escadas e rampas com corrimãos.

6.    

 Esforço físico mínimo: poder ser utilizado de forma eficaz e confortável com um mínimo de fadiga.

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Exemplo: torneiras de sensor que minimizam o esforço e a torção das mãos para accioná-las.

7.     

Dimensão e espaço de abordagem e de utilização: ter espaço e dimensão adequadas para a abordagem, manuseamento e utilização, independentemente da estatura, mobilidade ou postura do utilizador.

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Exemplo: WC´s com largura da porta de entrada e espaço interior suficientes para que pessoas em cadeira de rodas possam efectuar manobras de 180º.

 

 

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2 Respostas to “Desenho universal – Parte I”

  1. Pedro Homem de Gouveia 5 FevereiroUTC000 às 140830 #

    Parabéns pelo bom trabalho. Lisboa precisa!

    • Filipa Sena Marcos 5 MarçoUTC000 às 140130 #

      Muito obrigada Pedro;)
      Esperamos no futuro conseguir trabalhar mais em parceria para Lisboa e todos os seus cidadãos ficarem a ganhar no que concerne às acessibilidades!
      Até um breve encontro!
      Em nome de toda a equipa
      cumprimentos “acessíveis”!

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