Pequeno oásis em Lisboa

14 Mar

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Este pequeno oásis constituído por uma generosa área de 7,5 hectares, fica localizado bem no centro de Lisboa, entre S. Sebastião e a Praça de Espanha, e é-lhe atribuído o nome de… Parque Gulbenkian, uma vez que é aí que está sediada a Fundação Calouste Gulbenkian.

O parque é um espaço lindíssimo, repleto de diversos jardins interiores, terraços ajardinados, arbustos, recantos com espelhos de águas e pedregulhos, um lago, um anfiteatro e lajes no solo que permitem a livre circulação; características que lhe oferecem um encanto particular e atraem a si inúmeros cidadãos e turistas. É um pequeno oásis numa cidade cada vez mais carenciada de espaços verdes, que convida a um passeio tranquilo em contacto com a natureza, e a desfrutar das sombras e do ar fresco que proporciona em dias ensolarados.

Sendo este um local turístico por excelência, com tão evidentes atractivos, urge colocar a seguinte questão:

Será que todos os cidadãos, nomeadamente os com mobilidade reduzida, podem desfrutar plenamente deste pequeno oásis? Ou seja, será que este espaço público cumpre devidamente as normas de acessibilidade previstas na lei através do Decreto-Lei nº163/2006, de 8 de Agosto?

Ora vejamos…

A Fundação Gulbenkian tem feito progressivos esforços, com a tomada de medidas concretas, para melhorar as acessibilidades no parque e tornar possível a todos os cidadãos o desfrutar da beleza paisagística do parque. Concretamente, num dos jardins laterais à sede da Fundação foi construído um percurso acessível a pessoas com mobilidade reduzida, carrinhos de bebés, transporte de objectos, etc. Percurso este perpendicular a um outro composto por degraus, e que foi construído com pedras da calçada com vista a manter as características arquitectónicas do parque e simultaneamente possibilitar uma circulação fácil e simplificada. Deste modo, as pessoas com mobilidade reduzida (e não só) podem usufruir plenamente desta parte do parque.

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As duas entradas que permitem o ingresso neste percurso estão devidamente sinalizadas com o símbolo universal de acessibilidade, indicando que o percurso é acessível a todos, nomeadamente a pessoas com mobilidade reduzida. Uma destas entradas é efectuada pela Av. de Berna, após contornar pelo lado direito a Fundação Gulbenkian; a outra é efectuada pela Rua Marquês Sá da Bandeira.

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Infelizmente no resto do parque persistem diversas barreiras arquitectónicas, reveladoras de que as normas de acessibilidade previstas no Decreto-Lei nº163/2006, de 8 de Agosto, são da sua maioria das vezes apenas parcialmente aplicadas.

Concretizemos…

O jardim principal, localizado nas traseiras do edifício da Fundação, e que alberga o lago, o anfiteatro e diversos recantos de pedregulhos, água, arbustos, flores e vegetação, é o espaço de eleição para muitas famílias e/ou amigos passarem as tardes solarengas de primavera e verão. No entanto, o acesso ao jardim e espaços envolventes está vedado a pessoas com mobilidade reduzida, nomeadamente às que se deslocam em cadeira-de-rodas, uma vez que o percurso é constituído por inúmeros degraus com desníveis assinaláveis, impossíveis de ultrapassar autonomamente em determinados casos (e.g. utilizadores de cadeiras-de-rodas ou idosos ou cegos); e noutros, dificultando grandemente a sua mobilidade livre, autónoma e agradável. Desta forma, os cidadãos com mobilidade reduzida vêm-se completa ou parcialmente privados de fruir e de partilhar toda a beleza do jardim.

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Consequentemente, não se pode considerar que o parque Gulbenkian seja totalmente acessível, embora, o esperemos, esteja a caminhar nesse sentido.

Apelamos assim à sensibilidade dos profissionais responsáveis pelo planeamento e execução do acesso pedonal do parque, para que cumpram com rigor e celeridade a legislação referente às acessibilidades, contribuindo para que todos os cidadãos, sem excepção, possam aproveitar este pequeno oásis.

 

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Uma resposta to “Pequeno oásis em Lisboa”

  1. Dinis de Almeida 5 MarçoUTC000 às 141230 #

    Eu já lá fui e também me deparei com os mesmos obstáculos, que são os desníveis ao longo do percurso.
    Com um pouco de boa vontade, penso que não será muito difícil remediar isso, dado que as pessoas com mobilidade reduzida também têm o direito de usufruir daquele magnífico espaço.

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