Acessibilidade na Lusófona?

5 Nov

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Madalena e Carina Brandão encontram-se atualmente a frequentar o mestrado na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, no Campo Grande, em Lisboa, e relatam-nos qual a sua experiência ao nível dos acessos neste estabelecimento de ensino.

A Lusófona é constituída por vários edifícios antigos de dois a três andares, e por isso, apresenta grandes desafios de acessibilidade, o que não a impede de ter muitos estudantes com mobilidade reduzida, e de ter vindo a adotar inúmeras medidas para fazer face a estas dificuldades, nomeadamente:

  • A construção de rampas de acesso às salas nos pisos inferiores dos edifícios, que no entanto são, infelizmente, demasiado inclinadas, não cumprindo a lei e, a implementação de rampas de inclinação adequada às salas de estudo
  • A instalação de WC´s adaptados, de elevador num dos edifícios e, de uma Lagarta para subir escadas para os laboratórios; e,
  • O rebaixamento de alguns passeios.

Tanto os professores como funcionários da universidade são de uma forma geral muito humanos e sensíveis a estas questões, fazendo “de tudo” para que as pessoas com mobilidade reduzida ultrapassem as dificuldades com que se deparam e vivam com o máximo conforto, como o demonstram as seguintes experiências positivas por nós vivenciadas no espaço académico:

  1. A cedência de dois lugares de estacionamento gratuito, após a nossa reivindicação pela falta de condições de acessibilidade no exterior e interior da universidade, e de relatarmos os constrangimentos ocasionados pelas constantes avarias nas rampas dos autocarros da Carris, e outras dificuldades que temos aquando da utilização dos transportes públicos;
  2. A colocação de uma rampa de acesso ao edifício da secretaria da escola de psicologia, como uma alternativa ao elevado degrau pré-existente, causa pela qual as pessoas com mobilidade reduzida tinham que ser atendidas no exterior do edifício. Esta medida foi concretizada após a nossa contestação, questionando-nos perplexas como é que anteriormente nenhuma pessoa com mobilidade reduzida a frequentar a universidade e o curso de psicologia, havia insistido nesta reclamação…?

Enquanto estes dois requisitos de acessibilidade nos foram rapidamente atendidos e facilmente concretizadas, continuamos a ter que enfrentar determinadas dificuldades, como o acesso à sala de aulas, que é feito por uma rampa inclinada ou a deslocação acompanhada aos cafés e ao wc, uma vez que estes estabelecimentos estão situados numa zona que não é totalmente plana e, os cafés têm degraus à entrada…. Felizmente estamos rodeadas de ótimos colegas que nos ajudam com agrado a ultrapassar todas estas adversidades, no entanto, pensamos que “todos gostamos de ter a nossa autonomia”.

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